O direito de se comunicar.

          A comunicação,a materialização dos pensamentos em signos estabelecendo uma espécie de elo entre indivíduos,é pois, essencial a vida humana. A arte rupestre mostra a necessidade de comunicação do homem já na pré-história  e como a evolução desta esta intrinsecamente ligada a evolução humana.
      Pode-se afirmar que a comunicação se dá,entre outras formas,principalmente graças a fala. O uso da palavra como forma de expressão e comunicação garante a Língua uma “vivacidade” no sentido de tornar-se uma “espécie de organismo vivo”, que é parte integrante da cultura de cada sociedade. Para que haja o entendimento da fala, é necessário, portanto, devido a sua facilidade de estar em constante mudança, certas normas lógicas. Caracterizando então a importância da gramática e sua norma padrão em cada idioma.Não obstante a norma padrão, deve-se perceber a importância dos paralóquios científicos,ou seja, da linguagem técnica de cada ciência.A linguagem particular de cada ciência é necessária para que haja o entendimento de suas especificidades.O Direito,tal como outras ciências,tem a sua própria linguagem,a linguagem jurídica.
     A linguagem jurídica,apesar de sua necessidade evidente,torna-se cada vez mais discutível devido ao seu constante uso em demasia ,tornando o que antes era uma linguagem necessária para objetivar o entendimento de causas especificas da área jurídica, excessivos  usos de jargões  que dificultam  até mesmo o entendimento pelas próprias pessoas da área .
     O excesso de formalismo e do “ juridiquês” acaba propiciando uma burocratização,ou seja,o excesso da burocracia;o que propicia a lentidão da justiça e distancia cada vez mais o Direito de quem deveria ser sua principal beneficiada : a própria sociedade.Tornar a linguagem mais acessível ao público leigo não significa a inexistência dos paralóquios jurídicos necessários,nem um enaltecimento da linguagem coloquial;e sim a busca de uma linguagem mais compreensível visando a aproximação do cidadão com o judiciário,não deixando de utilizar da linguagem técnica quando necessário.
    A necessidade de uma linguagem jurídica menos rebuscada,torna-se cada vez mais evidente,não só pelos conflitos de interpretação cada vez mais comuns e pela existência cada vez maior de pessoas que utilizam deste rebuscamento de  forma estritamente exibicionista,mas também  para que o excesso de formalismo não acabe por sua vez prejudicando o que é primordial às relações humanas: a comunicação.

Post devidamente dedicado às minhas linguistas preferidas @alinedso @litareis @ddei02 ( linguista e bacharel em direito huahuahua,ops,advogada s2) .

we all live in a yellow submarine

"Picture yourself in a boat on a river
With tangerine trees and marmalade skies
Somebody calls you, you answer quite slowly
A girl with kaleidoscope eyes."

     MARIJUANA,PEDRA,PAPEL,FARINHA,BALA,LOLÓ,TABACO,ÁLCOOL.É muito comum encontrar drogas com seus vários apelidos por aí,também é comum ler/ver/ouvir informações sobre seus mais diversos malefícios e alertas para o seu não uso,e mais comum ainda é conhecer quem os usa.
        O porquê de cada vez mais pessoas aderirem as drogas,tanto lícitas quanto ilicitas,torna-se cada vez mais discutível.As sensações de prazer mais diversas causadas por elas não são os únicos motivos de quem as procura,há por trás de tanta curiosidade um leque de fatores que levam às pessoas a começarem com esses novos vicios.E tantos fatores podem ser resumidos em uma palavra : FUGA! Eis que encontramos um dos maiores problema da sociedade humana : covardia.A possibilidade de fugir da realidade,dos problemas e de tudo que contribui para não deixar a vida perfeitinha como em um seriado norte-americano acaba se tornando muito tentadora.Se nada der certo,da-lhe rivotril para dormir,cerveja para distrair e uma erva pra curtir.
            Ela é puro êxtase ! os estupefacientes sempre foram alvo de discussão não apenas pelo malefícios que já estamos CRACKES em saber,mas também pelo poder de influência que elas -as ilicitas- têm em causar conflitos ,desde as duas guerras do Ópio no século XIX à  "guerra" diária nos morros do Rio de Janeiro.Por quanto tempo ainda veremos Lucies in the Sky with Diamonds pelas ruas? Por quanto tempo ainda haverá mais e mais gente procurando sair da sua realidade e não querer voltar,simplesmente por vivermos neste mundo que está cada vez pior?!.Às vezes" parece cocaína,mas é só tristeza".Não quero bancar a socialista utópica,mas se o mundo conseguisse um dia ser melhor proporcionando uma realidade sem tanto sofrimento seria incrivelmente mais fácil acabar com tantas falsas realidades. Veríamos menos meninas com olhos de caleidoscópio,navegaríamos até o sol sem precisar de um submarino amarelo.