Estou lendo (e adorando) o livro " Nietzsche para estressados " do escritor Allan Percy, um livro autoajuda em que o autor reúne 99 máximas do alemão e as discorre em diversos assuntos. A amizade é um dos temas que eu mais gosto de postar aqui ( vocês já devem ter percebido) e é também o assunto de um dos trechos do livro ( até agora um dos que mais gostei) e como não sou egoísta, compartilho com vocês :
Alegrando-se por nossa alegria,
sofrendo por nosso sofrimento –
assim se faz um amigo
OSCAR WILDE DIZIA que não é difícil encontrar pessoas dispostas a se compadecer de nossas provações, mas são raras aquelas que se alegram sinceramente com nossos triunfos. Um amigo assim, segundo o autor de O retrato de Dorian Gray, deve ter uma natureza muito pura.
Por que é tão difícil compartilhar os êxitos? Provavelmente porque, nesses momentos, a comparação é inevitável. Em vez de festejar a boa notícia, o interlocutor pergunta a si mesmo: “Por que não eu?”
Os verdadeiros amigos assinam um pacto de nobreza em relação a todos os aspectos do destino humano. Sobre isso, Voltaire, que viveu um século antes de Nietzsche, afirmou:
A amizade é um contrato tácito entre duas pessoas sensíveis e
virtuosas. Sensíveis porque um monge ou um solitário podem
ser pessoas de bem e mesmo assim não conhecer a amizade. E
virtuosas porque os malvados só têm cúmplices; os festeiros,
companheiros de farra; os ambiciosos, sócios; os políticos reúnem
os partidários ao seu redor; os vagabundos têm contatos; e
os príncipes, cortesãos – mas só as pessoas virtuosas têm amigos.
by Ana Carolina de Sousa
sexta-feira, 8 de março de 2013
