Prova de amor.

Três vidas não seriam suficiente para amá-lo como o amou.  Sete séculos não seriam o bastante para fazer tudo que ela achava necessário fazer por ele. Nenhum ser vivo no planeta poderia compreender quão intenso era o que ela sentia.  Ele não era dela. Ela não era dele. Ele era apenas dele. Ela era apenas dela. Cada qual em sua bolha. Cada qual em seu mundinho de coisas inúteis. Ela era hipérbole. Ele era eufemismo.  Resolveu, então, ela, no ápice de seu amor imensurável e totalmente imerso no fundo de um coração petrificado  pelo tempo,  enfiar-lhe uma faca em seu peito enquanto repousava. Ora, ora.  “Que prova maior de amor poderia lhe dar, do que a vida eterna?” pensou enquanto limpava cuidadosamente aquelas gotas vermelhas vermelhas vermelhas do lençol . 

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